5 de fevereiro de 2016

Plantas podem pensar, escolher e lembrar*

Nos últimos 30 dias eu tenho sentido uma forte ligação com... as árvores!

É um pouco estranho, mas não totalmente estranho! Eu sempre gostei da vida, da natureza (dos animais, em particular). Tanto é, que sou Biólogo! Mas não tinha muita afeição com o reino vegetal. Na graduação, meu desempenho era mais baixo nas disciplinas de Botânica... Mas isso não me impedia de contemplar os campos, as árvores, flores, jardins etc.

Mas, de uns tempos pra cá, tenho sentido uma enorme necessidade de estar junto às árvores. Não de qualquer plantinha, dessas que temos em casa, em vasinhos pequeninos... Tenho tido vontade de estar com as árvores mesmo. Das grandes!!!

Estou até pensando em preparar o quintal da minha casa para receber uma árvore adulta!


Eu ando pelas ruas e fico olhando as árvores com um olhar diferente, de admiração, de contemplação... Meio como se elas quisessem me transmitir algo...


Acabo de abrir o HumansAreFree.com e me deparo com uma chamada a esse post:

Research Reveals Plants Can Think, Choose & Remember

e resolvi traduzir e compartilhar aqui...

PESQUISA REVELA QUE PLANTAS PODEM PENSAR, ESCOLHER E LEMBRAR



A ciência moderna está apenas começando a recuperar o atraso em relação à sabedoria dos antigos: as plantas possuem sensibilidade e uma forma rudimentar de inteligência.

As plantas são muito mais inteligentes e capazes do que nós lhes damos crédito. 

Na verdade, uma investigação de 2010, publicada na Plant Signaling & Behavior propõe que uma vez que elas não podem escapar dos estresses ambientais como os animais, elas desenvolveram uma "fisiologia sofisticada, altamente sensível e dinâmica", que inclui os processos de informação, tais como "computação quântica biológica" e "memória celular", que poderia ser descrito como formas de inteligência da planta. 

Intitulado Secret life of plants: from memory to intelligence - "A vida secreta das plantas: da memória à inteligência", o estudo destaca um "super poder" particular de plantas como seres inteligentes: 

"Há árvores vivas que germinaram muito antes de Jesus Cristo nascer. Que tipo de sabedoria de vida está presente nas plantas para permiti-las sobreviver e se propagar por tanto tempo no mesmo lugar que germinou?"

De acordo com os pesquisadores, as "plantas realmente funcionam como um dispositivo de computação quântica biológica que é capaz de processar informação quântica criptografada na intensidade da luz e em sua energia.

Este processamento de informação inclui um mecanismo para o processamento de informações memorizadas. Por exemplo: 

"Plantas podem armazenar e utilizar as informações a partir da composição espectral da luz por vários dias ou mais para antecipar as mudanças que podem aparecer no futuro próximo no ambiente, por exemplo, por antecipação de ataque de patógenos." 

De acordo com o estudo, "as plantas podem realmente pensar e lembrar."

Além disso, as plantas não só possuem um mecanismo de recolher e processar informação, mas parecem exercer "escolher" frente a diferentes cenários: 

"Diferentes grupos de cloroplastos e células na mesma folha sob idênticas condições de luz, temperatura e umidade relativa têm 'opiniões' diferentes sobre "o que fazer" em tais condições"

O estudo também oferece uma explicação para por que as plantas absorvem mais energia luminosa do que é necessário para a fotossíntese: 

"Outra possível resposta para a pergunta acima é um treino leve de folhas jovens 'ingênuos'". Vamos imaginar que quando uma folha jovem ou flor emerge de uma planta, seria bom para essa folha ou flor saber sobre as condições em que emergirão.

Folhas mais velhas, mais experientes que realmente esãto adaptadas às condições externas podem treinar folhas jovens imaturas emergentes com as PEPS - PhotoElectroPhysiological Signaling (Sinalização FotoEletroFisiológica) e mecanismos de memória celular. 

Isso explica por que as plantas possuem uma capacidade natural para absorver mais energia luminosa do que o necessário para assimilação fotossintética de CO2. Eles precisam desta energia absorvida em excesso para a otimização e treinamento de aclimação luz e as defesas imunológicas."

Os autores nos deixar com a conclusão provocadora: 

"Nossos resultados sugerem que as plantas são organismos inteligentes capazes de realizar uma espécie de processo de pensamento e capazes de memorizar esta formação"

"Na verdade, folhas no escuro são capazes de não só "ver" a luz, mas são capazes de lembrar de forma diferente sua composição espectral e usar esta informação memorizada para aumentar a sua aptidão darwiniana."

Por que isso é uma importante descoberta? 

Existem muitas razões pelas quais reconhecer a sensibilidade e inteligência das plantas podem ter implicações positivas para o futuro da humanidade. 

Por um lado, ela nos ajuda a transcender a visão de mundo dominante, que formas de vida não-humanas são melhor definidas em termos estritamente mecanicistas, e que a atribuição de uma "essência da vida" ou consciência para eles é uma forma de pensamento mágico. 

O Filósofo francês Maurice Merleau-Pointy chamou este mundo ver "O Grande Objeto", ou seja, que tudo no Universo é uma rede de objetos materiais externamente relacionados entre si, e com a consciência subjetividade e efêmera encontrada apenas em humanos. 

Se reconhecermos, como o Biólogo James Lovelock propôs, a Terra como um todo deve ser encarada mais como um organismos de auto-regulação (hipótese Gaia), ou como o Micologista Paul Stamet previu que há uma internet baseada em fungos dentro do solo ligando todos os seres vivos do planeta em uma rede de compartilhamento de informações, estaremos menos propensos a perceber e tratar o mundo natural como algo a ser dominado. 

Reconhecer que as plantas, por exemplo, têm consciência, ou que a sua simples presença em nosso meio ambiente tem efeitos de cura, reintroduz um elemento de admiração e mistério de volta para a experiência do mundo natural. 

Um exemplo perfeito disso pode ser encontrada nas plantas que cantam da floresta sagrada de Damanhur. Pesquisadores de Damanhur, em meados dos anos 70, relataram o uso de equipamentos especiais para capturar mudanças eletromagnéticas na superfície das folhas e raízes e transformando-os em sinais sonoros. 

Os pesquisadores também observaram que as plantas aprenderam a controlar suas respostas elétricas, indicando que tinham algum conhecimento básico sobre a música que eles estavam criando. 



Por: Sayer Ji

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